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Convocação para Assembleia geral FES pressiona deputados sobre data base e outras reivindicações

Sintesu realiza ações nos campi da Unicentro e participa de ato unificado em Curitiba.

(Foto: Luiz Ricardo Rech)

Explosões, gritos e protestos marcavam o dia 29 de abril de 2015, na Praça Nossa Senhora de Salete, em Curitiba. O motivo? Uma votação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), onde estava em pauta a reestruturação da ParanáPrevidência, que era responsável pelo pagamento das aposentadorias dos servidores. Dentre as mudanças que estavam em votação, o governo Beto Richa, que havia quebrado o Estado na sua primeira gestão, tentava aprovar a autorização para sacar os R$ 8 bilhões referentes à aposentadoria dos servidores públicos.

Contra todas essas mudanças, os trabalhadores se uniram e foram até o Centro Cívico, a praça dos três poderes, para protestar contra a alteração que destruiria o futuro dos servidores públicos. Como resposta às manifestações,  o governo atacou trabalhadores, a grande maioria professores, com bombas de efeito moral e balas de borracha, culminando num massacre que deixou mais de 200 servidores públicos feridos.

“Acredito que o desespero do Governo era tanto que, para refazer seu caixa e reparar à má gestão do primeiro mandato, foi preciso atacar servidores públicos, dentre eles muitos aposentados, causando um dos maiores atentados à democracia de nosso país”, disse o presidente do Sintesu, Danny Jessé Nascimento.

O presidente também destaca que o massacre continua, ao avaliar que o fundo previdenciário, que era superavitário (demonstrando como a Previdência não está falida, como dizem atualmente), está sendo dizimado, pois o governo já sacou quase R$ 7 bilhões do fundo.

Luta, garra e violência marcaram o dia 29 de abril. Um dia que ocorreu há três anos, mas que até hoje se repete, quando o governo se recusa a pagar pelos reajustes e direitos previstos por Lei, deixando muitos servidores sem respostas. Será que toda essa injustiça contra os trabalhadores estaduais do Paraná uma hora vai acabar?

Contra todos esses ataques, o Sintesu irá colocar banners nos campi da Unicentro, para rememorar o 29 de abril de 2015. Além disso, diretores do Sindicato estarão em Curitiba no dia primeiro de maio, participando de ato unificado com as demais instituições sindicais e denunciando os abusos do governo contra os servidores públicos.

NOVA OFENSIVA CONTRA OS APOSENTADOS

Além de ter surrupiado o dinheiro das aposentadorias, um dia antes de deixar o mandato, o ex-governador Beto Richa entrou com ação na Justiça, exigindo que a ParanaPrevidência interrompa e devolva a contribuição patronal dos aposentados. A ação do governo é uma resposta à postura da ParanaPrevidência, que cobrou a dívida do governo, referente ao não repasse da parte patronal da contribuição dos aposentados.

Não satisfeito com o calote na parte patronal, que já contabiliza cerca de R$ 300 milhões a menos para a poupança dos trabalhadores do estado, o governo Richa mais uma vez visa retirar recursos das aposentadorias para gastar como bem entende, mostrando que não está preocupado com a qualidade dos serviços públicos nem com a valorização dos servidores.

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