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    Comecemos por onde é mais necessário

    Comecemos por onde é mais necessário

    Por Danny Jessé Falkembach Nascimento*

     

    Há alguns anos venho acompanhando o movimento da sociedade brasileira com certa curiosidade. Tenho visto manifestações por causa de centavos (que culminaram em grandes atos nacionais) e também por causa de milhões, que pagariam a aposentadoria de nossos anciões (que acabou em um 29 de abril que jamais será esquecido).

    Também vimos o povo nas ruas, defendendo seus pontos de vista no que diz respeito à política. Isso é bom, independente do partido ou indivíduo que se defende, pois mostra um amadurecimento em nossa sociedade.

    Estamos mudando o perfil do “malandro brasileiro”. Uma boa parte de nossa sociedade já não aceita e nem pretende levar vantagem em detrimento de outros. Temos melhorado. Mas ainda há muito a evoluir.

    Enquanto aceitarmos que sejamos manipulados pela mídia (somos, sim, e ponto) e não criarmos o hábito de analisarmos os dois lados da moeda, teremos sempre a grande possibilidade de errar.

    Podemos citar alguns exemplos. O primeiro, um político vem à tona para quebrar um acordo firmado para por fim a uma das maiores manifestações ocorridas nos últimos anos e sai afirmando que se não concordarem fará isso e aquilo, pois não aceitará desobediência. Ora, sou do tempo em que meu falecido pai honrava seus acordos feitos com um aperto de mãos. Não se quebrava um acordo selado, pois existia a honra e a promessa feita ao outro. Se não pode cumprir o acordo, chame para conversar e decidam o que deve ser feito. O diálogo resolveria muito mais fácil do que a imposição.

    Mas não se trata só do acordo. Isso vai além, pois vai ao ponto de não corrigir o salário que foi defasado pela inflação. Tem pessoas que ganham bem nesse meio? Tem sim, é claro. Mas também tem pessoas simples, que recebem muito pouco. E tem também nossos aposentados. Pessoas que trabalharam a vida inteira e agora pagam o preço de não serem mais necessários para os interesses políticos, pois já não têm mais a obrigação de votar e também não servem de “mão de obra” para nossa sociedade.

    Outro exemplo é o de projetos nacionais que irão limitar os investimentos em educação, saúde e outros pontos. Como se tudo estivesse ótimo e não demandasse melhorias. Serão 20 anos penosos para quem necessita do SUS (Sistema Único de Saúde) e para quem via na educação o futuro dos filhos. Mas quem decide se devemos ou não investir mais no SUS e nas escolas públicas? Nossos políticos, que não utilizam o SUS, pois possuem bons planos de saúde pagos com nosso dinheiro, e nem têm filhos em escolas públicas, pois colocam seus filhos para estudar em escolas particulares ou no exterior.

    Sejamos sensatos. Nenhum país do mundo, até hoje, congelou investimentos em saúde e educação por 20 anos. É o ápice da falta de bom senso.

    Com mais um exemplo, fecho o ciclo para não me alongar. Também vemos o constante desmanche das universidades públicas. Investimentos sendo cortados constantemente e professores tendo que dar aulas sem materiais essenciais. Volto ao mesmo ponto citado acima. Quem decide o quanto se investe no sistema público de ensino superior são pessoas que não precisam utilizar as universidades públicas. Alguns, inclusive, já clamam pela cobrança no ensino superior público. Eis que surge a velha tática de criar o desmanche para depois apontar o dedo e dizer que não se sustenta, que é preciso cobrança ou que é preciso privatizar. E aí vemos porque temos que avaliar os dois lados da moeda. Ou será que ninguém está ouvindo os gritos que ecoam nas universidades públicas revelando esse desmanche?

    Enfim, podemos citar inúmeros outros exemplos, mas não vem ao caso. Antes de finalizar esse texto, quero deixar claro que não sou contra que se revejam os gastos públicos e que se façam reformas em nossas leis. Pelo contrário, acho isso essencial para o amadurecimento de um país. Porém, acho necessárias duas coisas para que isso funcione: 1) o povo deve ser chamado para participar, com debates, repasse de informações e plebiscitos, pois já temos provas por demais de que a maioria dos nossos políticos só representa os interesses próprios e de seus partidos. Ou seja, eu e você precisamos ser chamados e criar a coragem de participar das mudanças que devem ser feitas. 2) e devemos começar as reformas por onde mais é necessário. Ou seja, pelos poderes Legislativo e Judiciário, que é onde as mordomias e benefícios afloram, com auxílios de todos os tipos e valores, criados por eles mesmos, com um amparando o outro.

    E se vamos fazer reformas, comecemos pela política. Mas tem que ser algo sério, não algo que só mude o que não afeta aos políticos. É por isso que a sociedade precisa participar. Sem a participação pública, alguém acha que nossos políticos irão alterar aquilo que lhes beneficia? Se alguém disser que sim, só posso responder: “Santa Tartaruga”.

    E mais, precisamos urgentemente de uma reforma tributária coerente, com uma tributação que afete menos aos que tem pouco e mais aos que podem pagar mais. Países mais antigos já aprenderam que isso é necessário. Reduzir os impostos e criar índices de tributação mais condizentes com a realidade de cada pessoa é algo primordial. Se existem grandes fortunas, vamos taxá-las, certo? Mas de quem são as grandes fortunas mesmo? É por isso que é preciso que o povo decida.

    Temos sim que repensar nosso país e suas leis. Mas, comecemos pelas revisões das mordomias do Legislativo e do Judiciário, juntamente com as reformas política e tributária. E, depois, vamos avaliar os gastos públicos, sem esquecer de que nossa sociedade precisa de saúde, educação, segurança e condições melhores de vida. Só assim teremos como construir um Brasil melhor para todos.

    Enfim, poderia ficar horas falando sobre as necessidades urgentes para cortar gastos da máquina pública e provocar o desenvolvimento do país. Tenho lido e estudado bastante sobre isso, sem contar que o assunto rende que nem canja. Mas eu e você ainda não fomos chamados para participar!

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