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Estudo aponta os impactos econômicos do corte nos salários dos servidores públicos
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Estudo aponta os impactos econômicos do corte nos salários dos servidores públicos

Estudo aponta os impactos econômicos do corte nos salários dos servidores públicos

Dados mostram que proposta de corte nos salários do funcionalismo público será mais prejudicial do que benéfico. Efeito será mínimo e o momento é de manutenção e injeção de recursos.

 

Com importantes estudos na área econômica, o Núcleo de Estudos em Modelagem Econômica e Ambiental Aplicada (Nemea), produziu um estudo, a partir de dados e simulações, que reflete os verdadeiros impactos um corte nos salários dos servidores públicos acarretaria para o sistema econômico.

O estudo retrata o equívoco no trabalho da equipe econômica do Governo Federal, que insiste na lógica fiscalista, mesmo em época de emergência na saúde e na econômica. A pesquisa demonstra que está provado, através de dados e com respaldo de diversos economistas, em vários países, que a situação exige injeção de recursos novos, mesmo que isso custe endividamento público e ampliação de déficit no curto prazo.

A medida proposta de cortar salários de servidores em 20% para contribuir com recursos para a saúde vai na contramão do necessário e adequado neste momento, por 4 razões:

 

  1. É uma transferência de recursos (corta renda e consumo de um lado para colocar em outro);
  2. Aumenta a incerteza na economia (servidores sujeitos a corte de rendimentos) gerando atitudes precaucionárias de redução do consumo presente;
  3. O montante de recursos seria irrelevante para o tamanho das necessidades;
  4. Não há garantia que o recurso iria para a saúde, o provável é que apenas melhoraria as contas fiscais (marginalmente).

 

As informações que constam no estudo mostram que o PIB (Produto Interno Bruto) pode recuar de -1,2% (corte de 20%) a -0,30% (corte de 5%) como efeito de curto prazo desse tipo de política de corte de salários de servidores. Tudo que não é preciso neste momento.

Para se ter uma ideia dos recursos necessários, supondo corte de -8,33% de consumo das famílias e exportações, isso equivale a um mês a menos desses itens de demanda final na economia (dados das Contas Nacionais). O impacto no PIB seria de -5,6% e no emprego de -4,43%.

A injeção de R$ 450 bilhões de investimento e consumo do Governo (equivalente a 17% do consumo do Governo + Investimento) anularia esse efeito negativo no PIB. O efeito sobre o emprego seria positivo em 3,5% (multiplicador de emprego do investimento e consumo Governo é alto). Notem que, aproveitando o elevado impacto de investimento e consumo do governo, se estes se elevam em R$ 250 bilhões, já seria suficiente para anular o efeito negativo no emprego da retração de consumo e exportações.

Dessa forma, o estudo demonstra que o momento é de injeção de recursos, com ampliação do déficit fiscal e endividamento. No pós-crise os instrumentos de financiamento são discutidos: ajuste pelo lado dos gastos, contribuição progressiva da sociedade via tributação da renda e riqueza com modificações tributárias necessárias ao aumento da progressividade do IRPF, etc. O governo tem esses instrumentos à sua disposição e precisa fazer o que lhe cabe no momento para salvar vidas e estabilizar a economia.

Os estudos foram promovidos pelos pesquisadores Edson Paulo Domingues, Débora Freire Cardoso, Aline Souza Magalhães e Thiago Cavalcante Simonato, integrantes do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas (Cedeplar), vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e estão disponíveis no site https://pesquisas.face.ufmg.br/nemea/2020/02/28/efeitos-contracionistas-da-pec-emergencial-o-impacto-da-incerteza-do-pagamento-de-salarios-do-setor-publico-na-economia-brasileira/.

No site do Nemea estão disponíveis outras pesquisas importantes que avaliam, por exemplo, as demandas emergências por conta do Coronavírus e os efeitos econômicos que isso causará, afetando, principalmente, os mais pobres.

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