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Nota de repúdio
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Nota de repúdio

Nota de repúdio

O Sintesu, Sindicatos dos Docentes e Agentes Universitários da Unicentro, vem a público manifestar repúdio à declaração do excelentíssimo presidente da República, Jair Bolsonaro. Em sua live, realizada em 17 de setembro de 2020, o presidente, em dois momentos, manifestou total desconhecimento dos serviços públicos e dos sindicatos que defendem os trabalhadores das esferas federal, estadual e municipal.

Sobre os fatos, ao alegar que “para eles tá bom ficar em casa” e que os sindicatos de “quase todo” o Brasil são de “esquerda radical” e querem ficar em casa “para trabalhar menos”, o presidente mostra total desconhecimento sobre dois assuntos distintos.

Primeiro, ao afirmar que para os professores “tá bom ficar em casa”, o presidente mostra desconhecimento sobre as atividades que vem sendo realizadas pelos professores da esfera pública. Os profissionais da Educação foram seriamente afetados por um vírus que escancarou problemas do nosso sistema educacional, dentre eles a desigualdade social. Repentinamente, os professores tiveram que se tornar conhecedores de tecnologias e se adequar a processos de ensino remoto, com o uso de equipamentos e recursos próprios, além de ter de adaptar suas vida privadas com o trabalho constante, que agora está dentro de suas residências, fazendo com o que era seu porto seguro para descanso e lazer, se tornasse parte de suas atividades profissionais.

Se antes os professores podiam desenvolver suas atividades, que já eram grandes, no seu ambiente de trabalho, agora amargam uma sobrecarga nas tarefas e ainda enfrentam problemas de estafa e estresse, com muito mais atividades e atendimentos, seja por ambientes virtuais, redes sociais, reuniões online ou outras forma, para tentar repassar o máximo de conhecimento aos estudantes.

Somente alguém com má fé em seu discurso ou com total desconhecimento da realidade, que não conhece ou, nunca utilizou o sistema público de educação ou de saúde, pode ter uma visão distorcida, que não se preocupa com a contaminação nas escolas e nem com a sobrecarga do sistema público de saúde. Sem contar a estafa e estresse que os servidores públicos estão enfrentando.

Sobre os sindicatos, queremos lembrar que eles existem, justamente, para defender o trabalhador, inclusive de ações que possam ser prejudiciais e atentar contra a saúde deles. Ninguém quer trabalhar menos ou mais, todos querem que se cumpra aquilo que lhes é direito. Sindicatos não são de esquerda ou direita, são alicerces de defesa de trabalhadores, independente do governo que está posto. Lembramos que inúmeras foram as vezes que os sindicatos se colocaram nas ruas para defender os trabalhadores e isso aconteceu em todos os governos que se sucederam, independente da ideologia política.

Finalmente, destacamos que não somos contra o retorno das atividades presenciais nos setores públicos, desde que exista segurança para que isso aconteça. Pois, tanto os especialistas quanto os exemplos de outros países já mostraram que colocar os alunos novamente nas escolas aumenta a propagação do vírus, ocasionando a contaminação de professores e familiares.  Ou seja, o retorno presencial é inviável enquanto não houver vacina, testes em massa e curva descendente de contaminações.

A vida vem em primeiro lugar!

 

Sintesu

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