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Estudo mostra impacto da reposição da inflação nas economias de Guarapuava e Irati
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Estudo mostra impacto da reposição da inflação nas economias de Guarapuava e Irati

Estudo mostra impacto da reposição da inflação nas economias de Guarapuava e Irati

Massa salarial dos servidores públicos estaduais, em Guarapuava, representa 16% de toda a renda oriunda do trabalho no município. Em Irati, esse número chega a 24% e, em ambas as cidades, se constitui em parte importante do consumo, que movimenta o comércio, a indústria e o serviço.

Cid Cordeiro, economista.

Contabilizando a reposição da inflação, tendo como parâmetro as datas-bases de janeiro de 2017 a maio de 2019, deixaram de ingressar na economia de Guarapuava um total de cerca de R$ 83,6 milhões. Em Irati, para o mesmo período, R$ 35 milhões é o valor contabilizado. Caso a reposição de 4,94%, prevista para maio de 2019 não seja mesmo executada, esses números aumentarão ainda mais.

Os números apresentados compõem um estudo promovido pelo economista Cid Cordeiro, a pedido do Sintesu – Sindicato dos Docentes e Agentes Universitários da Unicentro. O estudo está amparado em dados fornecidos pelo próprio Governo do Paraná, por meio do portal da transparência e tem objetivo de mostrar o prejuízo causado na economia de Guarapuava e Irati pela não aplicação da data-base.

Para o presidente do Sintesu, Danny Jessé Falkembach Nascimento, é necessário que sejam feitos estudos como esse para esclarecer para a sociedade, empresários e comerciantes, a importância da data-base. “Os números mostram que, ao não aplicar a reposição da inflação, o Governo age de forma pífia e com visão econômica reduzida, colaborando para a redução do giro na economia e causando prejuízo para toda a sociedade”, avaliou.

“É importante ressaltar que os servidores públicos utilizam seu salário diretamente no comércio e em serviços locais, fomentando a economia. O dinheiro é gasto direto na padaria, no mercado, na farmácia e no cabeleireiro, por exemplo. Ou seja, movimenta a economia e retorna ao governo em forma de impostos”, explicou o presidente.

Guarapuava – Dados apontados pelo estudo refletem os 4.821 servidores públicos estaduais (ativos, aposentados e pensionistas) de Guarapuava, em suas diversas áreas de atuação, como educação, saúde, segurança, agricultura e outros. A remuneração média dos servidores públicos estaduais do município é de R$ 5.660,33.

Ao todo, esses servidores injetam na economia local um total mensal de cerca de R$ 27 milhões, contabilizando aproximadamente R$ 361 milhões ao ano. Considerando que o PIB do município é de pouco mais de R$ 5,2 bilhões, a massa salarial dos servidores representa 16% de toda a renda oriunda do trabalho, se constituindo em parte importante do consumo e que movimenta o comércio, a indústria e o serviço.

No documento, Cid Cordeiro explica que o valor de R$ 83,6 milhões é referente a defasagem de 11,53%, do período de janeiro de 2017 a maio de 2018 e, caso a data-base de maio de 2019 (4,94%) não seja aplicada, o valor que deixará de entrar na economia de Guarapuava chegará próximo a R$ 142 milhões no período de janeiro de 2017 a abril de 2020.

Irati – Ao todo, os 2.195 servidores públicos que trabalham e moram em Irati, com uma remuneração média de R$ 5.508,23, representam 24% da remuneração formal do município. Como o PIB de Irati é de pouco mais de R$ 1,5 bilhão e a massa salarial dos servidores públicos perfaz quase R$ 160 milhões ao ano (mais de R$ 12 milhões ao mês), vemos a importância da reposição da inflação para a economia do município.

Dados do estudo mostram que o Governo, ao não aplicar os 11,53% aos servidores públicos, promoveu que deixasse de ingressar na economia de Irati o montante de R$ 35 milhões (jan/17 a maio/19). Na hipótese de o Governo não pagar a data-base de 2019, cujo índice é de 4,94%, essa perda aumenta para mais de R$ 58 milhões (Jan/17 a abr/20).

Dessa forma, nota-se que o pensamento governamental de não aplicar a reposição da inflação aos servidores públicos, promovendo defasagem salarial generalizada por todo o Estado, é um procedimento altamente prejudicial para a economia do Paraná, aumentando os problemas que os setores de comércio e serviços estão sentindo e causando problemas a todo o serviço público estadual.

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